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quarta-feira, 3 de julho de 2013

O BRASIL NO DIVÃ







Vivemos hoje uma doença interna que desestrutura e desagrega o aparelho psíquico brasileiro. O Brasil

Nascemos de uma necessidade de nossos pais, os quais, diante de uma situação interna complicada, terras mal aproveitadas e não produtivas na agricultura, crise de desvalorização da moeda e escassez de metais preciosos, precisavam buscar novas alternativas para manterem-se no status de Estado Nacional forte.

Nossa gestação dura cerca de trinta anos e nos desenvolvemos no útero de uma mãe, a coroa portuguesa, perversa e exploradora. É um desenvolvimento ao avesso, no qual não nidamos, mas em nós, a mãe se nidou através do extrativismo vegetal do pau Brasil e exploração da mão de obra indígena baseada no escambo.

Gratificamos nossos pais com o lucro de nossas riquezas, durante a gestação, e desde a fecundação, sentimo-nos como filho rejeitado, rapidamente trocado pela exploração de outros filhos, dos quais é explorado especiarias asiáticas, ouro, marfim, além do escravo negro.

O pré-colonialismo é a gestação da angústia, onde nós, o feto, vivenciamos precocemente o medo do abandono e a fragilização imposta pelos abusos parentais.

Nosso nascimento ocorre pela necessidade de ter e criar um filho forte, capaz de sustentar e prover os pais nos seus momentos de dificuldades.

Desde a tenra infância, já temos a noção de que não somos um filho amado, apenas um filho útil. Como nas etapas iniciais da vida, a simbolização ainda não evoluiu e a incorporação necessita de um elemento concreto, fomos submetidos a uma incorporação, também às avessas, onde associamos descaso e exploração a afeto, importância e valorização. Tal aprendizado marcará o curso do nosso desenvolvimento, se repetindo inúmeras vezes. 




Talvez, isto explique a razão de votarmos em políticos corruptos e que nada fazem por seus representados.

Ao olharmos as nossas primeiras relações objetais nos daremos conta de que tudo que aprendemos com nossos pais envolve a exploração, corrupção e a posse desmedida dos pertences alheios, gerando desde então, um profundo sentimento de que existimos para sermos desvalorizados. Explica-se assim, a razão de continuarmos aquém do desenvolvimento, subdesenvolvidos, apesar de tantos recursos e riquezas.

E assim vivemos uma infância permeada pelo abuso, pela constante exploração e obediência cega, gerando uma significativa redução na auto-estima e reprimindo tudo aquilo que nos chama a nossa identidade.
Segundo Freud, nosso id é o depositário da nossa história, onde todo desejo se origina, onde o imaginário é a única realidade possível, atemporal e inconsciente na sua totalidade, detentor da produção de imagens e desconhece a verbalização.
Criativo como o id é o povo de uma nação, um povo que, independente de suas gerações e do tempo, traz no seu comportamento e postura a história pregressa, é a força instintiva que clama por satisfação de suas necessidades e desejos aos governantes.

Só é capaz de verbalizar ativamente quando representado por seus eleitos.

Analogicamente, o povo é o id de uma nação, é a nação em si, é o primitivo que primeiro surge, antes de qualquer organização social e hierárquica.


Do id origina-se o ego, assim como do povo, nascem os governantes, os quais deveriam atender da melhor forma possível, os desejos do povo, adequando-os às leis e a política do país. Aos governantes é atribuído a motilidade de um município, de um estado, de um país; o transitar de níveis inferiores à superiores; são a representação e a síntese de um povo.

Ao Ego Freudiano é atribuída a satisfação dos desejos do id, adequando-os a realidade; detentor da capacidade de síntese e da motilidade, sede das angústias e em parte, inconsciente, repressor e defensor da estrutura psíquica.

Vivemos ainda sob a égide de um superego ameaçador, que nos organiza segundo as leis e poderes do judiciário.

O equilíbrio e saúde psíquica é o resultado de uma interação adequada do id, ego e superego, da mesma forma que a saúde de uma nação é o resultado de uma interação adequada do povo, seus representantes e suas leis, dentro de uma realidade global.

Quando não há a suposta interação adequada das instâncias psíquicas, adoecemos neurotizamos, psicotizamos ou nos exterminamos na delinqüência.

O Brasil vai para o divã e sua análise é permeada de resistências, projeções, negações e toda sorte de mecanismos de defesas possíveis.


O Brasil está doente, precisa reler a sua história para elaborar. Ao interpretarmos sua destrutividade, possibilitamos clarificar o que hoje é obscuro.

Diante de uma infância conturbada, nosso id é formado por duplas mensagens, ambíguo. Nossos pais nos ensinaram os ofícios do dominado, mas exerciam o papel de dominadores; incutiram-nos seus valores e tradições e reprimiram qualquer possibilidade de expressão da nossa identidade. Sob rígidos valores, aprendemos a servir nosso pai e nossa mãe; o imperador e a coroa portuguesa que valorizavam nossos atributos de acordo com suas conveniências.

A força do nosso reprimido foi enfraquecida pelos constantes impostos devidos à coroa, pela posse desmedida e ilícita de nossas riquezas.

A possibilidade de independência nasce das constantes frustrações e limitações impostas ao nosso id. Assim começam os vestígios de formação do Ego, devidamente consolidado às margens do riacho do Ipiranga e do rio Jenipapo.

Nosso ego tem nome: república, e já nasce desestruturado oriundo de um id enfraquecido.

E assim, o Brasil procura o divã e sua queixa é a angústia e desconforto consigo mesmo. Já não consegue esconder e superar sozinho. Não consegue vislumbrar causas para seus sintomas.

Filho de pais abusivos, desde a mais tenra infância foi submetido à violência física e psíquica. Tiraram do seu seio, suas riquezas; ouro e pau Brasil para o uso da mãe, como forma explícita de violência física à alguém que não pode se defender. Sua auto-estima foi construída no papel de dominado, subjugado. Sua única gratificação era a culpa.


As crianças abusadas passam a acreditar que um pai abusivo é melhor do que nenhum e buscarão repetir esse padrão nos relacionamentos futuros. Entre a culpa e auto-estima baixa, o Brasil sempre construiu parcerias com países fortes que supostamente alavancariam o seu desenvolvimento, mas que, como seus pais, estavam sempre prontos a submetê-lo, a dominá-lo, a exemplo da Amazônia, onde muito já não nos pertence. O uso dos seus próprios recursos lhe foi reprimido e tirado mais uma vez.

No divã, o discurso do Brasil delata a sua identidade frágil. Pertence a América, é parte de uma América, mas seu povo não é Americano. Apossaram até mesmo do seu nome de origem: Brasil da América, Brasil Americano.

Cresceu permitindo todo tipo de abuso, categorizado como subdesenvolvido. Sob promessas de futuro e emprego, suas mulheres são usadas como objetos sexuais nos domínios dos “parceiros” desenvolvidos.

Mas, hoje no divã, a patologia não reside na construção de relações objetais, mas na dinâmica interna que o angustia.

Um id reprimido representado por seu povo, onde o imaginário recria incessantemente a fantasia de liberdade, de dignidade e de respeito.

Um Ego cindido, na figura do presidente Lula, da presidente Dilma cego à sua própria fragilidade, escondendo sua falta de controle e de governo, cujo principal mecanismo de defesa é a negação e o isolamento; nega a corrupção na sua entranha, nega a sordidez do poder, nega o poder do id ao negar o desejo do povo.
 
O povo esta pedindo reforma, reforma na saúde, reforma na educação, reforma na segurança, no transporte, nas rodovias, nos impostos abusivos, em resposta o governa manda uma proposta de reforma política com propostas que elenca somente os interesses do governo e o povo? E as manifestações? Nada valeu, só resta vandalismo e morte. Cadê os anseios do povo? Volto a repetir o governo cego à sua própria fragilidade, escondendo sua falta de controle e de governo, cujo principal mecanismo de defesa é a negação e o isolamento; nega a corrupção na sua entranha, nega a sordidez do poder, nega o poder do id ao negar o desejo do povo.   

 
Vive pregando a democracia num território de voto eleitoral obrigatório. O voto é a sua projeção. Alguém escolheu! Alguém votou! Alguém quis assim! O problema não sou eu!

Na sua angústia neurótica, o ego tenta fragilizar o id para que este não o invada.

Criam impostos, cria barreiras, cria formas de tirar o poder do povo, para que este não tenha força e, portanto não o vença.

Se não houvesse a consciência do presidente, se o Ego desconhecesse aquilo que não quer reconhecer e integrar, certamente o diagnóstico seria um Transtorno de Personalidade Múltipla, revelado pela existência de um alter ego que discursa nas tribunas dos parceiros com (pseudo?) confiança e (pseudo?) poder, mas que esconde um lado oposto permeado pela impotência de controlar seus ministros e seu partido político.
 


Do Superego: a lei e o judiciário, pouco há a dizer, apenas revela agora, sem máscaras, o que lhe foi amplamente introjetado pela relação objetal primária com os pais. A falsa contenção superegóica cedeu lugar para a injustiça e desonestidade verdadeira, para a impunidade que privilegia a si próprio e os seus comparsas.

Sem máscaras, abriu caminho para a delinquência que revela o caráter frágil da homeostase psíquica do Brasil.

É preciso muito tempo de análise para promover a auto-estima e crescimento do Brasil. Mais do que isto: o Brasil precisa querer curar-se.

O FILÓSOFO

terça-feira, 2 de julho de 2013

A NOVA ORDEM SOCIAL (01)






Só com uma ardente paciência conquistaremos a esplêndida cidade que dará luz, justiça e dignidade a todos os homens. – Pablo Neruda, Prêmio Nobel de Literatura



A

 imprensa escrita e falada tem publicado amiúde os movimentos populares de greve, sublevação e revolta registrados em vários lugares. Estas lamentáveis ocorrências comprovam que o assoberbante problema social de todos os tempos se agravou em nossos dias, constituindo um desafio à sagacidade dos estadistas, políticos e sociólogos.



Verifica-se em nosso século uma revolução social sem paralelo na história do mundo. O chamado "laissez-faire, laissez-passer" que o mundo recebeu tão festivamente como a fórmula ideal para a solução dos grandes problemas econômicos, apenas agravou o mal-estar do organismo social. 

 

O que vemos em nossos dias, apesar do decantado progresso da civilização, é a fome, a miséria e o infortúnio contrastando paradoxalmente com o luxo, o fausto e a riqueza dissipadora, desalmada, insensível e egoísta, que prefere destruir aquilo que falta aos outros ao invés de dar ou vender. Queima-se o trigo, lança-se o açúcar ao mar, derrama-se o leite nos esgotos, no esforço por manter os preços inflados, enquanto milhões padecem à mingua, sem um pedaço de pão, e milhões vegetam sem o necessário indispensável para um nível de decoro e saúde.



Evidentemente, a vida econômica está organizada para favorecer os lucros exorbitantes, ampliando o abismo que separa as minorias privilegiadas das enormes massas que nada possuem. Eis, pois, a situação injusta a que nos levou o classicismo econômico: uma imensa riqueza que se ostenta escarnecedora no meio da fome, pauperismo e miséria.



Tendo em vista reparar os "males sociais", erguem-se os grandes movimentos de reforma. Assistimos mesmo a uma febril eclosão de idéias e doutrinas, todas elas pretendendo resolver o inquietante desajustamento social que aflige o mundo.



O que se pretende e o que se aspira é estabelecer as bases para uma sociedade futura onde não haja mais a miséria de permeio com a fartura, e onde uns não morram de fome enquanto outros nadam na opulência e no esplendor. 




Essa sociedade ideal, entretanto, tem sido a aspiração encantada, o sonho dourado do homem através de todos os tempos, na ânsia incontida de atingir uma organização social melhor, onde a liberdade e a justiça social possam coexistir.



Já na antiguidade clássica, Platão (427-347 AC), festejado mestre do pensamento helênico, preconizava em sua República uma sociedade que cria ser superior, tendo como fundamento uma complexa organização socialista, singularmente moderada.



O sistema, entretanto, passou à História como uma ingênua utopia, concebida por uma mente criativa perdida nos labirintos da fantasia.



ILUSÕES UTÓPICAS




A Platão, através da História seguiram-se inúmeros outros idealistas que, revoltados contra as desigualdades sociais, pretenderam estabelecer sistemas igualitários que trouxessem ao homem um completo bem-estar social. Destacamos, entre outros, Tomas Morus (1478-1535), conhecido humanista inglês, que, combatendo as instituições, a política e os costumes da Inglaterra no século XVI, destacou as virtudes do comunismo econômico e igualitário. Semelhantemente, Tommaso Campanela (1568-1639), utopista italiano, em seu conhecido livro Cidade do Sol, combatendo os processos então vigentes, esboçou o programa que, no seu entender, tornaria o mundo mais venturoso e próspero.



Saint-Simon (1760-1825), Robert Owens (1771-1858), Charles Fourier (1772-1837), Louis Blanc (1811-1882) e outros animados por nobres propósitos, pensaram igualmente em reformar aquilo que julgavam injusto na vida em sociedade. Neste esforço, pregaram a justiça social, baseados nos direitos de igualdade e liberdade. Entretanto, cumpre observar, todos passaram à posteridade como conhecidos utopistas humanitários.



Seus princípios e ideais, embora generosos, esbarraram no egoísmo humano e se fragmentaram. Mas as idéias reformistas não sofreram solução de continuidade. 




Elas continuaram e continuam cada vez mais febricitantes representadas nos modernos e multiformes "ismos":



trabalhismo, socialismo, comunismo, capitalismo, liberalismo, cooperativismo, radicalismo, anarquismo, conservantismo e seus inúmeros congêneres. Esta significativa profusão de doutrinas e dialéticas traduz o ingente e desesperado esforço humano visando alcançar uma nova ordem social mais justa e melhor.

O FILÓSOFO

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A MAIOR MENTIRA DA INTERNET




Então você decide baixar um programa ou entrar em uma nova rede social. Começa o processo de instalação e cadastro e tudo é bem simples. Eis que surge a exigência: para prosseguir é preciso ler e concordar com os termos de uso. Eles são longos e o que separa você da novidade é um clique em uma caixinha. E você mente: ?li e aceito os termos de uso?. Atire a primeira pedra quem nunca contou essa balela. O que não passa pela cabeça de muita gente é que estão ali todas as regras, proibições, direitos e perigos de usar aquele site, programa ou serviço. E com validade contratual legal.

O advogado Rony Vainzof, sócio do escritório Opice Blum e professor de Direito Eletrônico, explica que, no Brasil, um contrato não tem forma definida específica ou registro obrigatório, é apenas a manifestação da vontade entre as partes envolvidas. Assim, quando afirma que o documento foi lido e aceito, o usuário está deixando clara sua vontade de usar um serviço regido por determinadas regras.

O perigo de não saber a que está se sujeitando pode ir do cancelamento da sua conta fake no Twitter até o não conhecimento de que, ao anunciar no Mercado Livre, você está sujeito a regras do Código de Defesa do Consumidor para vendedores.

É verdade que tudo parece contribuir para que os termos de uso não sejam lidos: textos longos, palavras difíceis, regras minuciosas. E ainda é preciso ler políticas de privacidade, códigos de conduta, termos adicionais, regras de funções complementares, entre outros documentos anexos. É um vasto caminho a ser percorrido para que tudo seja lido, compreendido e aceito.

Mas é verdade também que muitas empresas já perceberam que usuários que sabem as regras do jogo causam menos problemas e aproveitam melhor o serviço do que aqueles que nem desconfiam do teor da política que rege o site.

O Google, por exemplo, reescreveu seus termos de serviço em uma linguagem mais simples, ?além de cortar as partes longas e desnecessárias. Isso foi uma estratégia para fomentar nos usuários o hábito de ler nossas políticas de privacidade?, diz Daniel Helft, diretor de comunicação, políticas e assuntos públicos do Google para a América Latina. O Facebook é outro exemplo de companhia que mudou a forma de apresentação de suas regras. Depois da avalanche de reclamações devido às mudanças nos termos de uso em fevereiro deste ano, a maior rede social do mundo respondeu criando um sistema em que os usuários podem comentar e votar nas propostas de alterações dos termos. Segundo Debbie Frost, diretora de Comunicação e Políticas Públicas do Facebook, a ação foi inédita e busca engajar os usuários na governança da rede social.

Apesar de muitos termos dizerem que são regidos pela legislação do local onde a empresa é sediada, se um produto circula no Brasil, está sujeito às nossas leis. E por aqui a regra é: só há relação de consumo (e será alvo do Código de Defesa do Consumidor) a prestação de serviço que envolver transações monetárias. E os fornecedores, dentro dessa relação, são obrigados a cumprir o que prometeram e assumir a responsabilidade por eventuais danos mesmo se não tiveram intenção de causá-lo.

Só há uma ocasião em que a empresa pode se eximir completamente da responsabilidade: se a culpa for exclusiva do usuário. E isso se dá caso ele tenha infringido os termos de uso ? o que se torna muito mais comum se ele não os tiver lido.

Mas calma. Há garantias para consumidores de serviços gratuitos ? como as redes sociais ? na legislação brasileira. E caso uma cláusula que você aceitou seja reconhecidamente abusiva há como contestá-la com a própria empresa ou na Justiça.

Valéria Cunha, assistente de direção do Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor), alerta que é importante que o usuário não só leia como guarde uma cópia do documento que aceitou, pois esses termos estão sujeitos a constantes atualizações. Sobre isso, Valéria diz ainda que a empresa não pode alterar o contrato sem pedir novamente para o usuário que o aceite ? a menos que essa possibilidade esteja prevista na primeira versão apresentada dos termos de uso.

PRINCIPAIS SEMELHANÇAS
Como são?
Não importa se você perdeu aquela promoção no site de compra coletiva. Os termos de uso dizem que não é possível assegurar que os serviços estarão sempre no ar. Se isso acontecer, você não pode culpar a empresa.

Certeza?
Nada de voltar atrás depois de dar um lance em um leilão ou dizer que queria participar de uma promoção. Está no Código Civil que, se manifestada a vontade de comprar, é obrigatória a realização da compra.

Mudanças?
Todos prevêem mudanças no contrato. O que difere é com quanta antecedência as alterações serão comunicadas aos usuários antes de entrarem em vigor e o tempo permitido para que eles manifestem sua insatisfação.

Reclame.
As empresas devem deixar seus termos de uso disponíveis e compreensíveis para os usuários. Proteste se eles não estiverem:

- Em português ou bem traduzidos.

- Com linguagem simples e sem excesso de termos jurídicos Com partes controversas em destaque.

- Disponíveis online em uma página fácil de ser encontrada.

O FILÓSOFO


quinta-feira, 23 de maio de 2013

DIA DE LIBERDADE RELIGIOSA





No dia 25 de maio, no próximo sábado, será comemorado o Dia da Liberdade Religiosa na cidade de São Paulo.  A comemoração tem relação com a aprovação da lei que instituiu este dia. O evento será o Festival Mundial de Liberdade Religiosa, que vai acontecer do Vale do Anhangabaú,  às 16 horas.  O programa será uma grande celebração de gratidão pela liberdade de crença proporcionada pelos governos brasileiros. Líderes religiosos e autoridades políticas como o prefeito e o governador de São Paulo confirmaram presença.

Confira abaixo a íntegra do PL 508/12.

PROJETO DE LEI 01-00508/2012

““Altera a Lei nº 14.485, de 19 de julho de 2007, com a finalidade de instituir o “Dia da Liberdade Religiosa Municipal”, a ser comemorado, anualmente, no dia 25 de Maio de cada ano.

A Câmara Municipal de São Paulo DECRETA:

Art. 1º. Acresce alínea ao inciso CCXLIV, do art. 7º da Lei nº 14.485, de 19 de julho de 2007, instituindo o “Dia da Liberdade Religiosa Municipal”, a ser comemorado, anualmente, no dia 25 de Maio de cada ano.

Art. 2º. As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

Art. 3º. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Sala das Sessões, 6 de dezembro de 2012 Às Comissões competentes.”




                                                                     O FILÓSOFO

segunda-feira, 8 de abril de 2013

PAPA FRANCISCO TOMA POSSE DA CÁTEDRA DE BISPO DE ROMA





O papa Francisco tomou posse neste domingo da cátedra de bispo de Roma em uma abarrotada Basílica de São João de Latrão, a catedral da capital italiana, em cerimônia que foi precedida pela dedicatória a João Paulo II, em uma praça próxima ao templo.


Antes de completar um mês de sua escolha como pontífice em 13 de março, Jorge Mario Bergoglio tomou posse da Diocese romana, da qual é titular em qualidade de pontífice, em cerimônia na qual também participaram o vigário de Roma, Agostino Vallino, e o vigário emérito Camillo Ruini.

O papa levou a cruz pastoral de João Paulo II, que antes tinha pertencido a Paulo VI, e a mesma mitra e casula brancas com singelas linhas marrons e douradas que usa em todas as cerimônias.
Francisco foi recebido com aplausos pelos presentes e pouco após sua entrada no templo, se aproximou de vários pessoas com incapacidade psíquica e física, aos quais cumprimentou um por um.

A cerimônia em São João de Latrão começou com o rito de posse da cátedra de Roma, representada pela poltrona elevada da época do papa Leão X na basílica patriarcal, e seguiu com o rito da obediência e uma missa.

Durante a cerimônia, o cardeal vigário de Roma, Agostino Vallini, pronunciou a fórmula tradicional para convidá-lo a assumir seu papel de bispo de Roma, na qual lembrou seu papel de pastor do "rebanho de Cristo" e "servo dos servos de Deus".
  

Uma vez que o papa sentou na cátedra como bispo de Roma, começou o rito de obediência por parte de alguns vigários e representantes de diversos estamentos, párocos, frades, freiras e famílias da diocese romana.

Depois presidiu uma missa concelebrada e, durante a homilia, o papa argentino incidiu na misericórdia de Deus. "Um amor tão grande, tão profundo o que Deus nos tem, um amor que não decai, que sempre aferra nossa mão e nos sustenta, nos levanta, nos guia", disse.

E lembrou as dúvidas de São Tomás sobre o que diziam os outros apóstolos que tinham visto o Senhor. O papa ressaltou a palavra "paciência" e disse que Jesus não abandona "o obstinado Tomás em sua incredulidade; lhe dá uma semana de tempo, não lhe fecha a porta, espera".

Também Pedro renegou Jesus por três vezes - lembrou Francisco - "precisamente quando devia estar mais perto dele; e quando toca o fundo, encontra o olhar de Jesus que, com paciência, sem palavras, lhe diz: 'Pedro, não tenhas medo de tua fraqueza, confias em mim'; e Pedro compreende, sente o olhar de amor de Jesus e chora".

E ao falar da parábola do filho pródigo disse que a ele lhe produz sempre uma grande impressão reler a parábola do Pai misericordioso. "Me impressiona porque me dá sempre uma grande esperança".

O papa argentino quis ressaltar outro elemento: "A paciência de Deus deve encontrar em nós o valor de voltar a Ele, seja qual for o erro, seja qual for o pecado que haja em nossa vida". Seminaristas, párocos, cônegos da basílica e outros religiosos acompanharam a missa, assim como fiéis da capital italiana.

Durante séculos, a posse da Diocese romana era precedida pela chamada "cavalgada papal", na qual o recém eleito pontífice atravessava em procissão o centro de Roma até a Basílica de São João de Latrão montado em um cavalo.

Esta tradição foi conservada até o século XVIII e depois começaram a utilizar meios mais cômodos para o pontífice, como as charretes (a partir de Pio XII no século XX) e os automóveis para transportar o bispo de Roma desde o Vaticano até São João de Latrão.

Meia hora antes do início da cerimônia, o papa, em companhia do prefeito de Roma, Gianni Alemanno, assistiu ao ato de dedicatória a João Paulo II em uma praça próxima à basílica, inagurando além disso uma placa com o nome do pontífice polonês, que Francisco aplaudiu e abençoou.

Depois se transferiu no papamóvel a São João de Latrão e no percurso, foi saudado por uma multidão que lançava flores e pedia que o papa abençoasse as crianças.

O FILÓSOFO

CORINTHIANS NAS QUARTAS DE FINAL DO CAMPEONATO PAULISTA




Após 17 longas rodadas, o Corinthians assegurou uma vaga nas quartas de final do Campeonato Paulista. E não precisou de muito para isso.

Jogando com time misto e para o gasto, sem empolgar, o Timão fez 2 a 0 no São Bernardo, neste domingo, no Pacaembu, e pode pensar com maior tranqüilidade na disputa da Taça Libertadores. Os gols de Jorge Henrique, no primeiro tempo, e Guerrero, nos minutos finais, deram a justa vitória à equipe alvinegra. 

Nem tudo é festa, no entanto. O Corinthians teve dois jogadores lesionados: Guilherme Andrade e Fábio Santos. Ambos serão avaliados. 

Guerrero ainda chegou a perder um pênalti (Chicão havia pedido para bater, mas o peruano insistiu e chutou nas mãos do goleiro Wilson Junior). Foi à quarta penalidade desperdiçada pelo Timão no ano, em sete tentativas.

O resultado leva a equipe de Tite aos 32 pontos, oito a mais do que o Linense, primeiro time fora da zona de classificação. O São Bernardo permanece com 17, ainda sob risco de rebaixamento.

O Corinthians volta a campo na quarta-feira, para enfrentar o San José, às 22h (horário de Brasília) no Pacaembu. Pelo Estadual, tem jogo no próximo domingo: contra o Linense, no interior paulista. O São Bernardo recebe o Mogi Mirim também no domingo, às 18h30m, no  ABC.

O FILÓSOFO

terça-feira, 2 de abril de 2013

O ACHADO DE UM SUPOSTO ELO PERDIDO OU A PERDA DE UM SUPOSTO ELO ACHADO?




A NOTÍCIA

O elo perdido dos pioneiros na terra Fóssil de peixe capaz de deixar a água é um duro golpe no criacionismo

A versão impressa da notícia sobre “O Elo Perdido dos Pioneiros da Terra”, assinada por John Noble Nilfore do “New York Times”, veiculada pelo jornal “O Globo”, e em sua versão “online” de 6/4/6, não apresenta qualquer argumentação científica propriamente dita que comprove a existência de um elo entre peixes e animais terrestres.

Cientistas descobriram fósseis de um peixe de 375 milhões de anos que parece ser o elo perdido na evolução de alguns peixes da água para a vida na terra, como os primeiros animais de quatro patas. Além de comprovar uma das mais importantes etapas da evolução, os fósseis são vistos pela ciência como um forte golpe nos religiosos criacionistas, que pregam uma leitura literal da Bíblia sobre a origem e o desenvolvimento da vida.

Sob o gelo, provas do ancestral dos vertebrados

Numerosos esqueletos fossilizados desse peixe foram encontrados no Canadá, a 960 quilômetros do Pólo Norte. A descoberta foi anunciada na revista “Nature”. Os esqueletos bastante conservados para sua idade indicam que o peixe chegava a quase três metros de comprimento. Mais importante ainda, os cientistas observaram traços de uma criatura de transição: um peixe com características que anunciavam a emergência dos animais terrestres — um predecessor de anfíbios, répteis, aves e mamíferos.

O animal tinha barbatanas assemelhadas a membros e deveria andar em terra como de forma parecida com a das focas. Há estruturas primitivas de tornozelos, cotovelos e ombros. O peixe também tinha a cabeça chata, semelhante à de um crocodilo, e pescoço, quadris e outras partes do corpo similares às de animais de quatro patas conhecidos como tetrápodes. O peixe foi chamado de Tiktaalik roseae .
— A origem dos membros provavelmente passou por mudanças que já estavam presentes no Tiktaalik — disse o coordenador do estudo, Neil H. Shubin, da Universidade de Chicago.

O artigo da “Nature” diz que a criatura é claramente um elo entre os peixes e os vertebrados terrestres. — Esse fóssil confirma tudo o que pensávamos sobre a evolução dos animais terrestres. Nos mostra inclusive a ordem em que adaptações importantes ocorreram — disse Jennifer A. Clack, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.
Ela e Erik Ahlberg, da Universidade de Uppsala, na Suécia, assinaram na mesma edição da “Nature” uma análise sobre a importância da descoberta. O mais curioso é que ambos são antigos rivais do grupo de Shubin.

O diretor da seção de paleontologia da Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos, Richard Lane, disse que a descoberta era um marco essencial. — Esta descoberta é como uma Pedra da Roseta dos fósseis e nos levará a uma compreensão profunda sobre a vida — afirmou.

Um ponto destacado pelos cientistas americanos foi o fato de os fósseis serem de uma espécie de transição. Com isso, eles são uma prova concreta contra a crença criacionista de que não existiam formas de transição.

Trata-se, na realidade, de um retorno às especulações análogas que foram feitas no século passado quanto a outro suposto elo encontrado (e posteriormente perdido novamente) entre peixes e animais terrestres, o famoso Celacanto, ou na taxionomia mais erudita aplicada ao “fóssil vivo” Latimeria Chalumnae.

Ao invés de apresentar informações consistentes a favor da tese evolutiva, o artigo apregoa que a descoberta (sobre a qual são dadas apenas escassas informações morfológicas) é vista pela ciência “como um forte golpe nos religiosos criacionistas” que, ainda acrescenta, “pregam uma leitura literal da Bíblia sobre a origem e o desenvolvimento da vida”.

O autor do artigo, dentro de sua ótica de parcialidade, tem como objetivo evidentemente desacreditar os “religiosos criacionistas”, esquecendo-se de que a verdadeira ciência é imparcial relativamente à fronteira entre o natural e o sobrenatural. Ainda mais, o autor induz os leitores a considerar que só é ciência aquilo que é estabelecido em termos da filosofia evolucionista, confundindo ciência com filosofia.

Essa parcialidade do autor, cujo objetivo é evidente, é reforçada no fecho de seu artigo ao afirmar que os fósseis descobertos “são uma evidência concreta contra a crença criacionista de que não existiam fósseis de transição”. Na realidade, a existência de fósseis de transição é que constitui uma crença centenária dos evolucionistas, que desde Darwin não conseguiram encontrar nenhum que merecesse consistentemente ser assim considerado. Daí a propaganda enganosa desse artigo!

VEJAM SÓ AS “PROVAS” APRESENTADAS

1) “Os cientistas observaram traços de uma criatura de transição: um peixe com características que anunciavam a emergência dos animais terrestres”. E atentem para o detalhe que já visa condicionar os leitores relativamente a uma suposta comprovação não mais da evolução de peixe a réptil, mas de toda a chamada cadeia evolutiva [a partir de um elo duvidoso e não comprovado cientificamente]: “um predecessor de anfíbios, répteis, aves e mamíferos”.

2) “O animal tinha barbatanas assemelhadas a membros”, afirmação que de ciência nada tem, mas sim de para-ciência, ou “parecência”!

3) “E deveria andar em terra de forma parecida com a das focas”.

Haja imaginação! O “andar” do celacanto também foi um sonho acalentado, que se desfez ao simplesmente se descobrir que o habitat dos celacantos vivos (com centenas de espécimes já encontrados) está a mais de 180 metros de profundidade.

4) Segue-se a descrição morfológica de partes do animal encontrado, com a indicação de que “Há estruturas primitivas de tornozelos, cotovelos e membros”, sem qualquer conexão com o que seria realmente necessário para uma criatura como essa que está sendo descrita pudesse andar em terra firme. Atentem para o uso do adjetivo “primitivo”, claramente induzindo a idéia da evolução, na tentativa de condicionar os leitores a essa idéia. E como comprovar o que supostamente existiu no decorrer do longo caminho exigido pela evolução entre essas estruturas “primitivas” e as estruturas dos animais terrestres? Dever-se-ia a continuar a esperar a descoberta de uma infinidade de outros elos perdidos?

5) Continua a descrição: “O peixe também tinha a cabeça chata, semelhante à de um crocodilo, e pescoço, quadris e outras partes do corpo similares às de animais de quatro patas conhecidos como tetrápodes”. Novamente a “parecência”! E atentem para a comparação de partes do corpo do fóssil descoberto com as de outros animais. Porque não com as de outros peixes que também têm cabeça chata e outras partes “parecidas” com as dos tetrápodes?!

6) Observem a tendenciosidade da notícia: “A origem dos membros provavelmente passou por mudanças que já estavam presentes no Tiktialik” (nome dado ao peixe encontrado, que em Português já está sendo chamado de “focaré” – um pouco de foca e um pouco de jacaré).

7) Afirma o articulista, sem qualquer esclarecimento “científico”: “O artigo de Nature diz que a criatura (acreditam na Criação?!) é claramente um elo entre os peixes e os vertebrados terrestres. Devemos lembrar que a mesma revista Nature divulgou precipitadamente no início de 2003 o fóssil Microraptor gui como elo entre dinossauros e aves, posteriormente tendo de se retratar. Essa situação repetiu-se no caso mais recente da divulgação pela mesma revista dos trabalhos com células tronco embrionárias desenvolvidos pelo cientista sul-coreano Hwang Woo-Suk e sua equipe. Da mesma forma, a revista National Geographic teve de se retratar da divulgação precipitada do fóssil Archaeoraptor liaoningensis feita em fins de 1999 como elo entre dinossauros e aves.

8) Em continuação, o autor deixa-se trair com a afirmação: “Este fóssil confirma tudo o que pensávamos sobre a evolução dos animais terrestres”. Realmente, elo entre peixes e animais terrestres, e a própria macro evolução, existem apenas em pensamento!

9) Antigos rivais compartilham da importância da descoberta, o que é bastante indicativo do abalo que a estrutura conceitual evolucionista vem sofrendo em face do avanço verificado no âmbito do “Design Inteligente”. Quando há perigo à vista até rivais se unem em desespero!

10) Mais reservadamente, o Diretor da Seção de Paleontologia da Fundação Nacional de Ciências dos EUA, menciona o articulista, “disse que a descoberta era um marco essencial”. Tudo bem, aguardemos um exame mais científico da descoberta, que poderá deixar sua marca da mesma forma que o celacanto!

11) O autor encerra seu artigo com a declaração de que a descoberta “nos levará a uma compreensão profunda sobre a vida” De fato, quando acontecer o mesmo que aconteceu com o celacanto concluiremos que a compreensão mais profunda da vida situa-se no âmbito da estrutura conceitual criacionista, que aponta para o Criador da vida.

12) Não poderia deixar de ser destacado pelo autor que os cientistas que aceitam a estrutura conceitual evolucionista consideram o fóssil como “uma espécie de transição”. Na realidade, a alternativa científica que não foi mencionada é a que já foi aceita de há muito com o estudo procedido a respeito do ornitorrinco – uma forma “mosaica”. A esse respeito, leia o que cientistas criacionistas dizem sobre a questão “Formas-Mosaico ou Formas de Transição”:


“Na discussão sobre a possibilidade de formas evolutivas intermediárias, deve-se discernir cuidadosamente noções descritivas e interpretativas. Os seres vivos que reúnem características de diversos grupos são qualificados como formas-mosaico ou formas de transição. Estes conceitos devem ser entendidos como descritivos e não dizem nada sobre a relação de origem. Se as formas-mosaico forem interpretadas como de transição filogenética entre esses grupos, usamos o conceito de “elos de ligação” ou “formas de transição”. As formas-mosaico como, por exemplo, a “ave” primitiva (Archaeopteryx) não podem ser automaticamente avaliadas como formas evolutivas de transição; em muitos casos, isto nem sequer é possível (por exemplo, com o ornitorrinco)”.
O FILÓSOFO