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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

MINHA PASÁRGADA



Na minha Pasárgada, a honestidade é inerente ao homem. 
Quem é honesto não merece elogios, pois não faz mais do que obrigação.
Lá, o conhecimento é de ouro. Quem é inteligente é exaltado e não discriminado.
Lá, os malandros não têm vez. Não se dão bem no final. E os cidadãos condenam esse tipo de pessoa.


Lá, não se utiliza relógio. Todos são pontuais por natureza.
Lá, o ladrão não vira vítima "por culpa do sistema". Pelo contrário, ele é punido exemplarmente.
Lá, "os mais simples são vistos como mais importantes". Não há exibição de status.
Lá, todos são amigos. Não há espaço para a falsidade e intrigas.


Lá, todos são iguais: loiros, índios, negros...
Lá, não há fanatismo. Há um único Deus que ama e acolhe a todos.
Lá, o pranto dá lugar ao sorriso; as brigas, ao abraço.

Lá, quem sonha, acredita e batalha é recompensado. Sempre.
Lá, "gentileza gera gentileza".
Lá, quando as pessoas vão dormir, deitam de consciência tranqüila.
Pena que a minha Pasárgada seja mera utopia.

O FILÓSOFO

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