.

.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

PROFESSORES ESTADUAIS DECRETAM GREVE


Os professores da rede estadual decidiram entrar em greve por tempo indeterminado na manhã de ontem, durante assembléia realizada no clube do Sinte-PI (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Piauí). Representantes dos 27 núcleos regionais participaram da reunião e estão a favor da paralisação. O reajuste de 22% sobre o piso salarial da categoria é a principal reivindicação dos professores, que atualmente recebem o equivalente a R$ 1.187. "O Estado não está cumprindo a lei do piso e é com pesar que iniciamos mais uma greve", disse Odeni da Silva, presidente do sindicato.

Ela diz que o Governo vem mostrando descaso com a lei federal que prevê o reajuste sobre o piso. Segundo Odeni, até o momento o Estado não apresentou nenhuma proposta capaz de suspender a greve. "O Governo alega insuficiência de recursos. Porém, a lei diz que quando Estado e município não têm condição de arcar com o piso pode haver uma comple
mentação do Ministério da Educação. O Governo nunca fez esse comunicado ao MEC", disse. Com o reajuste de 22% o piso passaria para R$ 1.450.

Apesar de alguns avanços, há 17 Estados que ainda não pagam nem o piso de R$ 1.117. Vale lembrar que o piso proposto pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) é de R$ 1.950. Na quinta-feira, 1, os grevistas vão realizar uma nova assembleia no Teatro de Arena e de lá seguem em passeata até o Palácio de Karnak. A intenção é se unir aos professores da rede municipal, que estão em greve desde o início do mês. 

Na reunião de ontem, os representantes dos núcleos regionais falaram um pouco da situação das escolas em vários municípios e a maioria se mostrou favorável à paralisação. "Estamos apoiando a greve e o ano letivo só será iniciado após a paralisação da CNTE, marcada para os dias 14, 15 e 16 de março. Esperamos que até lá o piso seja pago. Além da questão salarial, em várias escolas não sabemos nem como o período será iniciado, porque a estrutura é muito precária", disse Vanda Oliveira, do núcleo de São Raimundo Nonato. 

Ela diz que a situação é pior na Unidade Escolar Deolindo Lima, uma escola centenária que atende quase 300 alunos, mas que nunca passou por reforma. De Canto do Buriti, Íria Carvalho defende a implantação imediata do piso. "Os professores só estavam esperando o resultado da reunião para iniciarem a greve, que deve ter adesão de 100% dos trabalhadores", afirmou. 


A presidente da regional de Água Branca, Socorro Mota, também participou da assembleia e é favor da paralisação. Sobre a situação das escolas, ela cita o exemplo de uma escola situada no município de Agricolândia, onde está sendo feita uma reforma que não deve ser concluída antes de abril. "Nessa escola, os alunos irão ficar sem aula até o fim da reforma, que já deveria ter sido concluída", diz.DiáriodoPovo


O FILÓSOFO

Nenhum comentário:

Postar um comentário

OBRIGADO POR DEIXAR UM COMENTÁRIO PARA O FOLHAS DE CAMPO MAIOR