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quarta-feira, 18 de maio de 2011

EU CHORAVA NÃO CHORO MAIS, SENHORES DO PODER.

Cristo Redentor chorou com a chaçina do realengo.
"Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar”.                                                              (Friedrich Nietzsche).

Durante alguns anos, eu li notícias de crianças morrendo de inanição, vi lideranças de sindicatos rurais amordaçadas, humilhadas, torturadas, assassinadas. Vi gente em pedaços nas filas de hospitais, escolas caindo, analfabetos votando. Eu chorei.


Chorei quando expulsaram lavradores, quando as mulheres pariram nos táxis e nas vans, quando o meu Campo Maior ficou pequeno nas mãos de políticos corruptos e quase foi vendido à especulação imobiliária, quando líderes do PT deixaram seus ideais para serem governistas corruptos como qualquer outro, quando o êxodo rural inchou as cidades, eu também chorei.

O anjo chora, mesmo sendo uma estátua.
Durante alguns anos eu vi ladrões de gravatas freqüentando teatros, assistia a TV e via o dinheiro do povo perdido nos cassinos de Las Vegas, vi a juventude prostituída, a pedofilia, os drogados, os abandonados, sem esperanças e chorei.

Um grande desportista chora
Chorei quando o Estado se apropriou da cultura popular e transformou em curral eleitoral, quando compraram as associações de moradores e corromperam os movimentos sociais, quando faltou emprego para os pais de família, quando professores dedicados  e instrutores de todos os homens que sabem ler e escrever, passaram mais de cinco (5) meses sem receber um tostão sequer e eram desmoralizados no comércio local. Sabe, senhores do poder... Eu também chorei.

Durante muito tempo eu chorava e anos, após anos, eu vi o nome da corrupção inscrita nas instituições públicas que agora tinha minha marca PT, PSDB, PCB, PMDB, PPS, PSD etc. etc. etc... Quando vi o dinheiro do povo transformado em mansões, em fazendas luxuosas, em carrões, vi operários transformados em assaltantes deles mesmos, vi filhos e filhas do meu Brasil não tendo meios de sobreviver. Eu vi, e vendo, chorei.

Um poeta chora
Chorei quando compraram os partidos políticos que se venderam sem considerar o suor, as lágrimas, o cansaço, o sangue derramado. Quando invadiram as igrejas com ideologias que só beneficiaram eles, os políticos corruptos, quando corromperam padres e bispos com cargos, títulos e dinheiro público. Quando compraram lideranças das oposições, sabe senhores leitores e internautas, meus alunos, meus amigos e familiares, eu também chorei.

Durante muitos anos eu vi instituições públicas sendo avacalhadas, vi a Justiça decidindo a favor de crimes contra o patrimônio público, o Poder Legislativo acocorado, assediado, medroso, corrupto e acovardado. Vi professores mal pagos morrendo à míngua, vi tribunais aprovando contas e descontos para suas próprias contas, vi quando o Sr. Delúbio, Ministro Palocci surrupiaram o Brasil no mensalão, quando petista escondeu dinheiro em vários lugares do corpo, vi gente que não tinha onde morar, nem onde trabalhar. Eu vi e, vendo, chorei.

Um homem chora por perder o emprego, por amor, por dor, pela perda.
Chorei quando tive consciência da primeira fraude eleitoral, quando soube da segunda e da terceira, quando tomaram na marra o primeiro mandato de um governador eleito pela oposição, quando “venderam” o Banco do Estado para cobrir rombos, quando venderam contas de funcionários para outros bancos, e assim, cerceando a sanha do povo em conseguir um emprestimos na maioria das vezes pra pagar contas e poder novamente comprar o arroz e o feijão. Eu chorei quando “venderam” o povo que passou a pagar a conta de energia elétrica mais cara do mundo, quando deram ao Paraguai 340.000.000 de dólares tirando do Tesouro Nacional que é meu é seu. Chorei em prantos mesmo, sim eu também chorei, chorei muito, meus senhores sentado à frente de minha TV ouvindo e vendo o inaudível e que jamais sonhei que presenciaria. Eu chorava copiosamente, senhores, incontrolavelmente. Minhas entranhas tremiam, meu olhos marejaram, principalmente quando vi aquelas cédulas todas no escritório dos Correios e o dinheiro público sendo desovado no bolso dos mensaleiros. Digo novamente e também nas rodas de Pif, eu chorei.

Durante muitos anos eu ouvi promessas de políticos amigos ou de amigos falsos políticos, quando o povo precisava de muitos empregos, muitos hospitais, muitas escolas, de uma vida melhor que nunca veio. Eu também chorei.

Chorei, Sr. presidente Lula e presidente Dilma Rousseff quando vi Vossas Excelências intervirem na decisão do PT para beneficiar a monarquia de banqueiros corruptos e sanguessugas, e dos mensaleiros. Quando, presidentes, Vossas Excelências pediram votos para presidiários no Amapá, foragidos da Justiça e no Tocantins procurados pela polícia, também no Maranhão, depois de ver esta dita votação televisiva em minha casa dando nosso suor, nosso sangue, nosso escasso dinheirinho para o Paraguai e os Senadores do PT e outras agremiações nos venderam nos trocarem pelos nossos Hermanos que não dão a mínima para nós. 

Um homem chora por amor a seu País, pelos seus irmãos
Eu não chorarei mais Senhora Presidente Dilma Rousseff, desculpe-me meu amigo Paulo Martins, Prefeito de Campo Maior, mas não vou mais apenas chorar. Prometo-lhe, meu amigo, estou entrando em uma guerra santa, uma cruzada, alguém, um dia disse: "De tanto ver prosperar o mau, de tanto ver prosperar a injustiça, e de ver campear a improbidade, do descompromisso avolumar-se, da desconsideração sempre vir a bailar, estou com vergonha de ser honesto". Eu vou à guerra, sei que serei um grão de areia num oceano, mas entrarei no sapato de quem premiar as injustiças, de quem desvalorizar esta caneta, de quem trocar amigos por uns votos ou por dinheiro víl, 30 sangrentas moedas, pois vi que era hora de pegar em “Minha Caneta, única arma que sei manejar”, e com ela entrar nesta guerra que denomino-a como santa. Prometo-lhe, presidente Dilma, Prefeito Paulo Martins, vou lutar em defesa do meu País, mesmo como um beija-flor que em seu bico leva água para apagar um incêndio na floresta, talvez seja eu o único, mas serei eu, não vou mais chorar,  sei que a luta será inglória, mas pelas lágrimas derramadas quero tentar salvar da corrupção o meu país. 

"Sim, eu sou um homem e choro. Um homem não tem olhos? Não tem também mãos, sentidos, inclinações, paixões? Por que é que um homem não pode chorar?".                                                                                 (Strindberg, August in "O Pai").

O FILÓSOFO

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